Terça-feira, Dezembro 30, 2008

UMA NOVA CONTINUAÇÃO DO ANO PASSADO.



Queria desejar a mim mesmo uma nova CONTINUAÇÃO DO ANO PASSADO.
Desejo a mim um novo sonho, uma vida melhor.
Que seja um pai melhor e um filho melhor.
Um marido melhor e amigo dos animais melhor ainda.

Que possa ser também um amigo melhor e uma pessoa menos egoísta e insensível.
Que tenha MANHÃS melhores e NOITES melhores.
Espero estar perto de meus melhores amigos e longe de meus inimigos.
Espero beber com estes amigos sempre e
espero estar com eles novamente.

Desejo investir naquelas melhores idéias
Mas sem estes melhores amigos não consigo
Mesmo que detestem este velho ser desprezivel
Eu os sempre amei. a todos vocês.

Desejo a todos vocês UMA PESSOA MELHOR.(eu)
E que algum dia novamente possa fazer parte do
bando de MALOKEIROS.

Sábado, Outubro 25, 2008

DES CONSTRUIR

EI ! FORAM-SE OS AMIGOS, A FAMÍLIA OS FILHOS E OS AMORES.
OS SONHOS E ESPERANÇAS SE DESMANCHARAM COMO ALGODÃO DOCE,
QUE NEM O GOSTO SE SENTE DIREITO.

O NOVO LIVRO, A PROMOÇÃO QUASE ALCANÇADA, O NOVO SALÁRIO QUE
TANTO ERA AGUARDADO.NEM CHEIRO DELES.

É NESTES MOMENTOS INESPERADOS QUE TUDO SE VAI
EM QUE TUDO SE ACABA FEITO UM PASSE ,NEM DE MAGICA É, É DE REALIDADE MESMO,
MÁGICA AINDA É UMA FANTASIA.

É AI QUE VOCÊ DESCOBRE QUE APROVEITOU MUITO MAL A SUA VIDA, NÃO LIGOU PARA OS SEUS AMIGOS QUANDO PRECISAVAM, FOI GROSSEIRO E DESATENCIOSO COM SEU NOVO AMOR. TRATOU MAL O ANIMAL QUE TE AMAVA, E NÃO BUSCOU O FILHO QUE TE ESPERAVA.

SUA REBELDIA E REVOLUÇÃO SÓ REVOLUCIONARAM SUA VIDA, AGUERRILHA FOI FEITA DENTRO DE VOCÊ MESMO.É SÓ VER OS DESTROÇOS QUE O CERCA.


DIZEM QUE OS DURÕES NÃO CHORAM, NÃO DOBRAM SEUS JOELHOS, NÃO SE
DESESPERAM, MAS SEI QUE SE DEPEDAÇAM POR DENTRO.
ROLAM PELA CAMA A NOITE INTEIRA E CHORAM ESCONDIDOS NA FRENTE DO ESPELHO E SE LAMENTAM QUE NÃO SÃO TÃO DURÕES ASSIM.

EM COMPENSAÇÃO VOCÊ GANHA UMA TRISTEZA PROFUNDA, UMA SOLIDÃO TREMENDA
UMA SAUDADE INDESCRITIVEL DAS COISAS BOAS.
E A COMPANHIA DIARIA DE UMA DOENÇA QUE FAZ DE VOCÊ UM ANDARILHO EM SUA PRÓPRIA CASA.
DA CAMA PARA O BANHEIRO, DO BANHEIRO PARA COZINHA, DA COZINHA PARA CAMA.

MAS AINDA ESTOU VIVO, E DESCOBRI AGORA QUE A AGUA É A FONTE DA JUVENTUDE
VOU RECONSTRUIR E COLOCAR UM BEBEDOURO NA SALA.

Quinta-feira, Maio 29, 2008

Do Caribe!




Caros amigos beberrões!!


Finalmente recebi uma boa notícia vinda dos bairros suburbanos do Haiti, um país das Caraíbas que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola.

Existe uma tribo de skinheads chamada Sodaneguaki. Começaram muito bem. Arrancaram e fritaram o couro de uns hooligans baderneiros que faziam turismo pelas bandas de lá. Dizem que os "Cabeças de Osso" foram lá só para ver como era a morte pela fome, além de comer na frente dos famintos só para aumentar mais o sofrimento.

Nunca imaginei que a cultura skinhead chegasse até lá. Dizem que foi um paulista, nascido no Marapé, lá em Santos. Era um skin ranzinza mas gente boa. Adorava um pileque e falava espanhol quando estava totalmente bêbado. Serviu na Força de Paz, detestava tudo aquilo e vivia dormindo pelos becos das favelas. Em uma de suas folgas, depois de tomar um porre, acabou desertando e ficando por lá mesmo. Fez amizade com o povão dali. Numa comemoração folclórica levou umas fitinhas de ska e fez a cabeça da molecada que não agüentava mais aquelas comemorações. O novo visual rueiro meio que improvisado deu um charme estiloso aos garotos.

A rapaziada abraçou logo de cara esta nova cultura. Tempos depois li em um fanzine que realmente foi o brasileiro quem levou a cultura skin até lá. Dizem também que tomou um porre e dormiu em cima de uma mina. Morreu, só sobrou a boca da garrafa e o boton do Opressed que usava sempre.

Deixou todos loucos por cerveja e pelo divertimento movido a música, uma leva de quase trinta negrinhos, marchando sobre as ruas enlameadas da cidade. É bonito ver aquela rapaziada colorida com seus coturnos militares, não há Doc's por lá.

O que posso adiantar em primeira mão é que os meninos estão montando uma banda com uma aparelhagem novíssima que conseguiram com os capacetes azuis. Em troca de informações sobre grupos hostis e cápsulas de munição vazias para reciclagem.

Apesar da pobreza e guerras internas a cultura skinhead atravessou mais uma barreira, isso mostra que nem a tamanha ignorância dos homens consegue impedir por muito tempo a juventude marginalizada dar seu grito, seja qual ela for, em qualquer parte deste mundo .

Do mesmo modo que ali chega a boa cultura, também chega a cultura distorcida. Existem também em Porto Príncipe os skinheads herdeiros de Papa Doc, terrorizando e maltratando aqueles que contrariam suas idéias.

Até as próximas notícias.

X.


Sexta-feira, Maio 16, 2008

Um convite...

(clique para ampliar)

Terça-feira, Maio 13, 2008

Banheiros


Percebi durante estes meus tempos de incontinência urinaria pós-cerveja: no Centro Velho não existem banheiros públicos suficientes para os deficientes do Aparelho Urinário. Só nos restam os botecos.

É uma tortura ter que procurar um banheiro quando se está apertado nestas bandas quando existem tão poucos banheiros públicos para demanda de mijões.

Banheiros de bares são meus alvos principais nestas situações emergenciais de descarrego. Fiquei Doutor no assunto e fiz um estudo sobre estes Private Homes.

Pensando no estado de uso dos mesmos, de dez banheiros, só dois se encontram em bom estado. Existem os que não têm trincos, e ao mesmo tempo em que a pessoa mija, segura a porta com o pé. E se você for perneta?


Tem aquele em que as descargas não funcionam e fica tudo cheio de merda boiando olhando para você. As vezes nem bóia, é muito nojento e fedido.

Também há os que não têm papel higiênico. Se você não for um cara atento, só no final poderá perceber que não tem papel ali. Aí só a cueca mesmo lhe salvará. Outros no lugar do bendito rolo têm pedaços de jornal, que deixam sua bunda estampada com a manchete do mês passado.

Nos melhores banheiros não se pode entrar sem consumir e há aqueles pagos onde homens vão para olhar você enquanto mija, os ditos "pontos de encontro". Detesto fazer xixi e perceber que estão olhando descaradamente para mim, perco a concentração facilmente. Já passei por várias experiências desse tipo. É estar mijando e perceber que há vários olhos atentos a suas chacoalhadas.

Pensando bem, notei que as mulheres tem razão, banheiro de homem é porco mesmo. Dá cada tipo nojento: a maioria não lava as mãos e geralmente não dão descarga, a única coisa que se vê é todos chacoalhando a penúltima gota, porque a última smpre é da cueca.

Uma vez, coincidentemente, três caras que urinavam - inclusive eu - terminamos ao mesmo tempo, num festival de chacoalhadas. Que barbaridade, qualquer mulher iria ficar horrorizada.

As vezes fico pulando de banheiro em banheiro tentando descarregar toda aquela cerveja, de gota em gota, por não ter uma certa tranqüilidade nestes banheiros. Você precisa de uma certa concentração para colocar tudo para fora, não pode ser interrompido nem distraído.

Por estas e outras já conheço quase todos os banheiros de bares desta cidade. Faltam poucos para o mapeamento total. Essa falta de banheiros à noite fica pior.

Os banheiros estão sempre cheios, às vezes tem filas enormes. Sempre tem alguém impaciente batendo na porta, transando ou cheirando cocaína lá dentro. A falta de banheiros públicos e os grandes problemas sanitários da cidade fazem estas ruas cheirar a urina e às vezes até a merda.

Me desculpe, mas eu mesmo já fiz de banheiro um vagão de metrô na Republica, à meia-noite, não havia ninguém. Não agüentei, mijei.

Não tenho culpa se não há banheiro em todas estações. Pelo menos não fui todo mijado para casa.

O melhor de todos os banheiros devia ser o meu, mas faz dias que cortaram minha água por falta de pagamento e o vaso tem merda até a tampa.

Terça-feira, Agosto 28, 2007

A vida é uma gosma.


Estávamos todos satisfeitos de ver a alegria do Agezinho com seu novo animal de estimação, se assim o podemos chamar. Uma lesminha que ele achou grudada em sua meia.

Não esqueço a alegria estampada em seu rosto quando veio correndo me chamar para ver o bichinho que brincava todo encolhido em sua meia, deixando-a melecada com um grande rastro. Até que não era feia, não: tinha um belo par de antenas e umas manchas nas costas que a deixavam única.

Ele me perguntou todo ansioso:

- Papai, papai! Posso ficar com ela, posso?

Eu não teria como recusar aquela esquisitice de criança.

- Claro que sim, filho. Só não jogue sal em suas costas – alertei (no fundo minha vontade de fazer aquilo era enorme, eu adorava jogar sal em lesmas quando era moleque).

Com o passar dos dias era incrível ver o cuidado de Agezinho com o novo hóspede, que dormia em uma caixinha de sapato. Colocamos uma banana frita pra simular uma lesma-mulher. A minha idéia deu tão certo que a lesma não saía de cima daquela banana nanica que derretia com o passar dos dias. Até achávamos que a lesma estava morta.

O nome da lesma era Gosminha, nome que Agezinho colocou devido ao rastro gosmento que ela deixava pela casa. Tudo era uma alegria só para o menino desde que aquela lesma entrou em sua vida. E para Gosminha também, que com certeza nunca recebeu tanto carinho. O bicho adorava grudar em nossas roupas e deixar o seu carinho nelas. Ela era feliz com certeza.

Até que um dia tudo se desmanchou e a tristeza acabou tomando conta de todos nós. Alguém pisou na coitada, transformando aquele animal em um borrão gosmento e disforme no chão.

Os dias foram difíceis para AG filho, que superou com dificuldade o trauma de ver seu animal esmagado e sem vida na sala. Foi difícil até mesmo para mim, que até hoje não consigo comer uma banana frita nem mesmo calçar os sapatos novos que comprei naquele triste dia.

Hoje Agezinho já tem um novo amigo que vive em um vidrinho de lantejoulas: um carrapato bola chamado Tosquinho.

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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Um homicídio culposo


Ontem à noite, sexta feira, foi um fuá danado em Gliceriowood, quase conheci todo o povo de lá, era um mundaréu de gente. Tudo isso pra ver o cadáver de um velho que morava no prédio Ouro Fino, em frente ao meu, o Ouro Branco.

O velho morreu sufocado, constatou-se que a gata persa peludona de estimação dormiu sobre o rosto do velho, que também dormia. Encontraram pêlos na boca e nariz.

Que morte horrível! No apartamento só moravam o velho e a gata. Dizem as más línguas que a gata era a mulher do tiozinho. Ele também não batia bem da cuca, dizia que foi veterano na guerra dos Farrapos. Então era louco mesmo.

Cara, nunca vi tanta gente na minha vida, as mães iam buscar os filhos e maridos para ver o acontecido, podia-se ver pessoas ligando de seus celulares contando sobre a desgraça acontecida. O pior de tudo era ver os vendedores ambulantes venderem seus produtos às pessoas em volta ao carro funerário. Conseguia ouvir da minha janela, apesar do barulho, os gritos irritantes do vendedor:

- Água é dois! Refri, dois e cinqüenta! Quem vai querer? É pra acabar!

Outro povo que estava no bar ao lado pedia mais cerveja e mandava ver no forró. Tinha até dança na frente. Aquilo era a novidade para aquele povo que ali vivia, acabava sendo uma distração para homens e mulheres, velhos e crianças. Depois de um dia difícil para aquelas pessoas humildes que trabalhavam, sofriam e com certeza todos os dias eram iguais, aquilo se tornou a atração, uma das novidades da semana. Às custas da desgraça do pobre velho, que um dia compartilhou as mesmas coisas que aquela gente. Mais um animalzinho sem dono e uma baixa na população de Gliceriowood.

Na manhã seguinte vi novos moradores no Ouro Fino, eram os novos inquilinos do apartamento 313.

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